O Karmann Ghia, desde o início, era mecanicamente um automóvel  pouco interessante. Tal como a plataforma, herdou as bases mecâ-nicas do “Carocha”, ou seja, o motor de quatro cilindros opostos, refrigerado a ar, de 1192cc e que tinha uma potência de apenas 30 cv às 3400 rpm. Por isso, o seu desempenho era fraco, as acelerações tímidas e não ultrapassava os 120 km/h. A tracção era às rodas de trás e a transmissão estava a cargo de uma caixa manual de quatro velocidades, sendo a 1ª não sincronizada, o que obrigava a parar o veículo para a engrenar. O comportamento do carro era algo delicado quando a velocidade era maior, com forte tendência em sair de tra-seira, nas curvas mais apertadas e feitas com maior dose de coragem. Responsável por esta tendência, era a posição do motor, na parte de trás do chassis, cuja robustez nunca foi colocada em causa, bem como a eficácia das suspensões independentes, com semi-eixos oscilantes e barras de torção transversais, em ambos os eixos. 

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