![]() UM POUCO DE HISTÓRIA O projeto do Dodge Dart brasileiro começou a ser pensado quando a Chrysler adquiriu a Simca do Brasil em 1967. Esse carro foi lançado nos Estados Unidos em 1960 e chegou a responder por 30% das vendas da linha Dodge americana em 1969. O primeiro Dodge Dart foi lançado em 1960. Era apresentado em três versões: Seneca, Pioneer e Phoenix. Era um carro de estilo esguio simples e com preço competitivo. Utilizava motores de 6 cilindros em linha com 3.690 cc e 145 cv e três V8, um com 5.212 cc com 230 a 255 cv, um com 5.920 c.c. e 310 cv e o grande com 6.281 cc, este utilizado só para os carros de polícia. O DODGE DART BRASILEIRO Com lançamento esperado, desde a compra da Simca do Brasil pela Chrysler, o Dart chegou por aqui em outubro de 1969. O modelo escolhido foi bem atual, pois, essa nova carroceria foi lançada em 1967 nos Estados Unidos e permaneceu com algumas alterações de estilo a partir de 1970 até sua produção ter sido encerrada na terra do Tio Sam. Com um estilo bonito de linhas retas e simples, o Dart era o mais potente e veloz carro brasileiro. Uma revista especializada fez o teste em dezembro de 1970 e disse: “Este carro não é de brincadeira: ultrapassa os 170 km/h, sem estremecer. Mas é seguro, bonito e macio.” Ainda nesse mesmo teste a revista falou do consumo como um defeito: consumo elevado e tanque muito pequeno. O Dart fazia entre 4 e 5 km/litro e o tanque de 62 litros não lhe dava uma boa autonomia. O motor V8 de 5.212cc de 198 cv era o mais potente e maior bloco à gasolina já produzido no Brasil, e tinha um torque abundante. Naquela época a gasolina era tão barata, e ninguém se importava. Para 1971 a Chrysler preparou boas surpresas: O Dart coupé e o Charger. O Charger brasileiro era diferente do modelo norte americano, esse bem maior e como motores big block. A versão tupiniquim foi um lance de genialidade. Na carroceria do Dart coupé foram feitos alongamentos das colunas traseiras da capota e a grade dianteira por filetes em toda a largura da frente escondendo os faróis. Com rodas esportivas, bancos individuais, cambio no chão, volante e detalhes esportivos fizeram-no outro carro. O motor recebeu passou a 215 cv. Um verdadeiro esportivo. Esse era o modelo RT, o LS era voltado ao luxo, com calotas, pneus faixa branca, banco inteiriço e cambio de três marchas na coluna, o cambio automático e o ar condicionado eram opcionais. Dodge Dart – 1960 a 1962 Para 1975 os Dodge V8 passaram a ser equipados com o "Fuel Pacer', sistema instalado junto ao carburador que, quando a mistura ficava rica demais, acionava a lâmpada direcional do pára-lama esquerdo. Assim, o motorista aliviava a pressão do acelerador -ou utilizava a marcha correta para aquela velocidade - e o carro passava a consumir menos combustível. Nessa época, a Chrysler montou e começou a testar blocos de seis e quatro cilindros em “V”, todos derivados do 318 V-8, bem como o motor de seis cilindros em linha do Valiant argentino, mas nenhum foi produzido em série. A desvalorização foi tão grande que, no mercado de usados, um Dart 1969 valia em dinheiro da época apenas Cr$ 9,5 mil, contra Cr$ 13 mil do Corcel standard e Cr$ 11 mil do Volkswagen 1300 fabricados no mesmo ano, veículos que, quando novos, custam menos da metade do valor do Dodge. O Dodge Dart foi produzido nos Estados Unidos pela Dodge, uma divisão da Chrysler Corporation, entre 1960 e 1976. Foi apresentado ao mercado como um Dodge “full-size” de preço acessível, para os anos de 1960 e 1961. Tornou-se um “mid-size” em 1962 para finalmente assumir seu tamanho “compacto” no ano seguinte, o que durou até o fim da sua produção, em 1976. O nome Dodge Dart aparece pela primeira vez em 1956, como um carro conceito de linhas acentuadas e excêntricas, mas sem qualquer relação com o modelo que seria lançado quatro anos mais tarde. No ano de seu lançamento, o Dart (hardtop com 4 portas) serviu para brigar pelo mercado dominado pelos Chevrolet Impala, Ford Galaxie e Plymouth Fury. O Dart, apesar de ser um modelo “full-size”, tinha uma distância entre eixos ligeiramente menor que outros Dodge da mesma categoria, e era baseado na plataforma do Valiant, lançado no ano anterior. Valliant era uma marca autônoma, como Dodge, mas ainda em 1960 seria incorporada à Plymouth, por conta das grandes transformações que marcaram o período. A linha Dart era dividida em três níveis de acabamento: o modelo de entrada, chamado Seneca; o intermediário Pioneer, e o sofisticado Phoenix. Todos os modelos era oferecidos com o pacote D500 de opicionais da Dodge, que incluia o motor V8 de 361 polegadas cúbicas (c.i.). As opções de motores começavam com o novo 6 cilindros em linha para 1960 de 3.7 litros (225 c.i.). Os V8 de 318 c.i. e 361 c.i. também estavam disponíveis em diversas configurações. Todos os conversíveis Phoenix eram equipados com motores V8. A partir da metade de 1960, alguns Darts com o motor 6 cilindros receberam blocos de alumínio. Como padrão, todas as séries eram equipadas com transmissão manual de 3 marchas, acionadas na coluna de direção. A transmissão TorqueFlite, acionada por botões, podia ser encomendada como opcional, a um custo extra. Por exemplo, houve uma forte rejeição à posição das lanternas do Dart; É que elas foram concebidas em linhas envolventes, que abraçavam o carro até sua lateral, como forma de dar visibilidade lateral à noite. Como a maior parte dela estava invisível na traseira do carro, em meados de 1961 a Dodge foi forçada a oferecer luzes auxiliares através de sua rede de concessionárias, cobrando seus clientes por isso. Para piorar, as lanternas auxiliares era mal posicionadas na traseira do carro, tornando-o ainda menos interessante e atrativo para seus clientes. A posição da lanterna no Dart era um problema. Os Motoristas em outros carros reclamavam que eles não conseguiam enxergar as minúsculas lâmpadas posicionadas logo acima dos pára-choques traseiros. por Nikollas Ramos
|
